Since December 25th, 2010

Translate

Descrição do Blog

 

A transversalidade e universalidade da ciência económica.



 É com enorme honra que vos recebo como seguidores do Blogue "Omnia Economicus". É um blogue que pretende responder essencialmente a questões de natureza macroeconómica e relacionadas com os mercados financeiros. No entanto e como o próprio nome indicia "tudo é economia",  tem como principal objectivo ser o mais abrangente possível e mostrar o quanto a ciência económica o é. Pretende estudar tudo que bole. Tudo que mexa é susceptível do estudo económico, seja uma senhora a comprar fruta, um cão a atravessar a estrada ou uma pedra a rolar pela encosta abaixo. 
Espero estar à altura e corresponder às suas expectativas.
Coloque qualquer dúvida sempre que precise.
O objecto de estudo da economia é a maximização do bem-estar do ser humano, mas não deixa de ser em sentido estrito. A ciência económica é mais abrangente. A todos os seres vivos e não vivos. A Economia não é mais que a transposição dos ensinamentos filosóficos em números, é a junção da filosofia e da matemática. São Tomás de Aquino referia que o desenrolar da vida não dependia da vontade humana, mas da acção humana, é pura economia, que não depende de ninguém, mas da interacção de todos. A lei da oferta e da procura é universal, extravasa o cosmo tal como o conhecemos – é como os números especiais, o Pi, o número de Euler, são idênticos aqui no grão de areia que o planeta Terra representa na imensidão do cosmos e do outro lado do Universo. Quanto maior for a procura de pão e se a oferta não compensar essa procura mais elevado será o seu preço. Ao nível da sexualidade a procura por um parceiro com mais atributos (físicos, que se traduzem na probabilidade de serem mais saudáveis. Inteligentes, que se traduzem em seres mais sagazes e preparados para a vida e com maiores possibilidades de sobrevivência) caracteriza a relação entre homem e mulher. Todos procuram a mulher mais bonita e o homem mais bem-parecido, porque isso indicia saúde. Procuram o parceiro com maior poder financeiro, porque trará estabilidade. Procuram parceiros inteligentes porque terão mais hipóteses de singrar na vida. Quanto mais características desejáveis tiver o parceiro maiores serão as probabilidades dos seus genes se perpetuarem. As mulheres, ou os homens com estas características terão maior procura, logo o seu “preço” sobe e poucos serão aqueles terão posses para “adquiri-las”. A vida está desenhada para criar mais vida e cada vez mais refinada. As pessoas trabalham para perpetuarem os seus genes. O leão, o elefante procuram as fêmeas mais saudáveis que lhe permitam a sobrevivência dos seus descendentes e tentam acasalar o maior número de vezes, lutam pelas melhores fêmeas e alguns animais, mais fracos, acabam por não deixar descendentes. As fêmeas procuram parceiros saudáveis e que protejam as suas crias, o mesmo acontece com as mulheres. É a lei da selva, salve-se quem puder? Não é a lei da vida que permite que esta não se extinga. Este processo leva ao apurar das espécies animais e cada vez temos seres mais complexos e inteligentes.
Aquilo que não me mata torna-me mais forte. O bem e o mal, poder-se-ão resumir ao bom e ao mau. O bom é aquilo que nos complementa, que nos adiciona algo, que nos torna mais fortes. Se eu comer uma maçã, ela entrará no meu organismo e irá me fortalecer, complementa-me, bem como se receber carinho, amor, sentir-me-ei bastante melhor, isso torna-me mais forte, complementa-me. Mas se beber veneno, isso é mau, bem como se não tiver carinho de ninguém e for maltratado, isso subtrai-me algo sinto-me mais fraco. Chegamos à abordagem dos “T´s” de energia. Do lado esquerdo o activo, do lado direito o passivo e a situação líquida. Quando caminhamos pelo campo e apanhamos uma maçã e comemo-la, estaremos a complementar o nosso corpo, ficamos mais fortes, o nosso activo aumenta, não só pela maça, mas também pela caminhada que faz bem à saúde, a nossa situação líquida aumenta. Se bebermos algo que é mau, a nossa situação líquida diminui e comprometemos a vida. Se a situação líquida for igual a zero estamos em estado bastante crítico e se for menor que zero, morreremos. Se alguém estiver com uma depressão nervosa, o seu passivo aumenta imenso, diminuindo a situação líquida e poderá chegar ao extremo de o passivo ser igual ao activo, então a pessoa cometerá o suicídio. De forma análoga poderemos fazer o mesmo raciocínio para qualquer ser vivo (reino animal ou vegetal)   
O objectivo de qualquer ser humano – e animal – é a sua sobrevivência, através da perpetuação dos seus genes. Para atingir esse objectivo utiliza dois meios, os rudimentares e os eruditos e cada um deles com um espectro enorme. A pessoa que utiliza os meios rudimentares é denominada pela sociedade de egoísta, não olha a meios para atingir os fins, é maquiavélica. Digamos que as pessoas se apercebem bem das intenções dessa pessoa, dá nas vistas, mas é a sua maneira de actuar. É o indivíduo que, para atingir a sua felicidade, utiliza meios pouco sofisticados, trabalha arduamente ou não para um bem-estar material para si e para os seus descendentes, muitas vezes “atropelando” pessoas. Os sofisticados, denominados pela sociedade de altruístas, são poucos e procuram a felicidade muitas vezes através da realização de um sonho de criança, trabalho comunitário, missões em países necessitados, levam o seu amor e carinho a pessoas que nada têm, recebendo em troca a felicidade interior, o bem-estar que lhes inunda a alma, alcançando assim o aludido objectivo de maximizar o bem-estar. Parafraseando um economista português “Não há almoços grátis”. Prefiro pessoa eruditas, sofisticadas, contribuem para um mundo melhor, mas sem nunca esquecermos que ambas filosofias de vida têm a mesma finalidade, utilizam é meios diferentes para atingi-la.
Os primeiros economistas eram filósofos (São Tomás de Aquino), políticos (Marco Aurélio), padres (Malthus), matemáticos (Euler), médicos (Quesnay) a prova cabal da universalidade da ciência económica.
Ninguém é bom juiz em causa próprio, apesar de não ter qualquer pretensão em defender nenhuma dama, são ideias próprias, é pura convicção. No entanto estejam sempre imbuídos de cepticismo e espírito crítico. Quando muito podem usar as faculdades da compreensão e humildade para tentar entender porque é que outros pensam diferente de nós e dar o benefício da dúvida…
Paulo Monteiro Rosa, economista.

Seguidores

Economista

A minha foto
Naturalidade Angolana
Licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto.